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A psoríase é uma doença inflamatória crónica e não contagiosa. Conheça os sintomas, os tipos e as causas, o que agrava as crises e quando ir ao médico.

29 Oct 2026

A psoríase é uma doença inflamatória crónica e não contagiosa, em que o sistema imunitário acelera a renovação da pele. Provoca placas avermelhadas e espessas, cobertas de escamas, sobretudo nos cotovelos, joelhos e couro cabeludo, e pode afetar as unhas e as articulações. Não tem cura, mas pode ser controlada com acompanhamento médico.

A psoríase pode causar desconforto físico e, em alguns casos, ter um impacto significativo na autoestima e na qualidade de vida. Os avanços científicos permitiram desenvolver abordagens que ajudam a controlar a inflamação, reduzir os sintomas e melhorar o bem-estar das pessoas afetadas.

A doença não resulta de falta de higiene e pode manifestar-se de formas diferentes ao longo da vida. Compreender as suas causas, reconhecer os sinais e identificar os fatores que podem agravar as crises são passos importantes para uma gestão adequada.

1. O que é a psoríase?

A psoríase é uma doença inflamatória crónica, mediada pelo sistema imunitário, que afeta principalmente a pele. Pode ainda envolver as unhas e as articulações, estando associada, em algumas pessoas, a outras doenças inflamatórias e metabólicas.

Em condições normais, as células da camada superficial da pele renovam-se de forma gradual. Na psoríase, a atividade anormal do sistema imunitário desencadeia um processo inflamatório que acelera a renovação das células cutâneas. Esta alteração favorece a acumulação de células à superfície da pele, originando placas espessas e descamativas.

A doença tem uma origem multifatorial, na qual intervêm a predisposição genética, os mecanismos imunológicos e fatores ambientais. Ter familiares com psoríase aumenta a probabilidade de desenvolver a doença, mas não significa que esta vá surgir inevitavelmente.

A investigação científica tem permitido compreender melhor o papel de determinadas células imunitárias e moléculas inflamatórias no desenvolvimento da psoríase. Este conhecimento contribuiu para o desenvolvimento de abordagens terapêuticas mais direcionadas.

Quantas pessoas têm psoríase em Portugal?

Segundo o estudo Epidemiology of Psoriasis in Portugal: A Population-Based Study, publicado em 2023 na revista Acta Médica Portuguesa, que inquiriu 6381 pessoas:

  • Cerca de 4,4% da população portuguesa tem psoríase;

  • 24% das pessoas com sinais da doença não tinham diagnóstico nem acompanhamento médico;

  • Metade tinha outras doenças associadas, sobretudo depressão ou ansiedade e doenças cardiometabólicas;

  • Um terço referia sintomas nas articulações.

2. Quais são os sintomas da psoríase?

Os sintomas variam de pessoa para pessoa, dependendo do tipo de psoríase, da localização das lesões e da gravidade da inflamação. A doença pode alternar entre períodos de agravamento, conhecidos como crises, e fases em que os sintomas diminuem ou desaparecem temporariamente.

Os sinais mais frequentes incluem:

  • Placas avermelhadas: áreas de pele inflamada, geralmente bem delimitadas.

  • Descamação: acumulação de escamas esbranquiçadas ou prateadas sobre as lesões.

  • Comichão: pode variar de ligeira a intensa e interferir com o sono e as atividades diárias.

  • Secura e fissuras: a pele pode ficar muito seca, rachar e, por vezes, sangrar.

  • Dor ou sensibilidade: sobretudo quando existem fissuras ou lesões em zonas sujeitas a pressão ou fricção.

  • Alterações das unhas: pequenos pontos na superfície, espessamento, descoloração ou descolamento da unha.

Homem a coçar o braço por causa da comichão, um dos sintomas da psoríase

As lesões surgem frequentemente nos cotovelos, joelhos, couro cabeludo e região lombar. No entanto, também podem aparecer nas palmas das mãos, plantas dos pés, pregas cutâneas e região genital.

A intensidade dos sintomas não depende exclusivamente da área de pele afetada. Lesões relativamente pequenas podem ter um impacto importante quando atingem zonas sensíveis ou interferem com atividades quotidianas, como caminhar, trabalhar ou dormir.

O diagnóstico é habitualmente realizado através da observação da pele e da avaliação da história clínica. Em situações menos claras, o médico pode considerar exames complementares para distinguir a psoríase de outras doenças dermatológicas.

3. Quais são os diferentes tipos de psoríase?

Existem várias formas de psoríase, com características clínicas distintas. Conhecer as principais manifestações ajuda a compreender por que motivo a doença pode apresentar aspetos tão diferentes de pessoa para pessoa.

Psoríase em placas

É a forma mais frequente. Caracteriza-se por placas avermelhadas, espessas e bem delimitadas, geralmente cobertas por escamas esbranquiçadas ou prateadas. Surge sobretudo nos cotovelos, joelhos, couro cabeludo e tronco. As lesões podem persistir durante longos períodos e alternar entre fases de maior e menor atividade.

Psoríase do couro cabeludo

Afeta o couro cabeludo e pode estender-se para a linha de implantação do cabelo, a testa ou a região atrás das orelhas. Pode provocar descamação intensa, vermelhidão e comichão. Por vezes, é confundida com caspa, embora as lesões de psoríase tendam a ser mais espessas e delimitadas.

Psoríase inversa

Afeta sobretudo as pregas cutâneas, como as axilas, a virilha e a região inframamária. As lesões apresentam-se geralmente como áreas avermelhadas, lisas e bem delimitadas, com pouca descamação. A humidade e a fricção características destas regiões podem contribuir para o desconforto.

Psoríase gutata

Caracteriza-se pelo aparecimento súbito de pequenas lesões avermelhadas, em forma de gota, sobretudo no tronco, nos braços e nas pernas. É mais frequente em crianças e jovens adultos e surge muitas vezes depois de uma infeção da garganta por estreptococos.

Psoríase pustulosa e eritrodérmica

São formas menos frequentes. Na psoríase pustulosa surgem pústulas (pequenas bolhas com pus, que não é infeccioso) sobre pele avermelhada, por vezes apenas nas palmas das mãos e plantas dos pés. Na psoríase eritrodérmica, a vermelhidão e a descamação atingem grande parte do corpo. As formas generalizadas exigem avaliação médica urgente.

Psoríase das unhas e artrite psoriática

A psoríase pode afetar as unhas, com pequenas depressões, espessamento, manchas ou descolamento. Pode também afetar as articulações, numa forma inflamatória chamada artrite psoriática, que provoca dor, inchaço e rigidez e deve ser acompanhada pelo médico.

Tipos de psoríase: resumo

Tipo Onde surge Como se apresenta
Em placas Cotovelos, joelhos, couro cabeludo, tronco Placas avermelhadas, espessas, com escamas prateadas
Couro cabeludo Couro cabeludo, testa, atrás das orelhas Descamação intensa e comichão; pode parecer caspa
Inversa Axilas, virilhas, debaixo dos seios Áreas vermelhas, lisas, com pouca descamação
Gutata Tronco, braços, pernas Pequenas lesões em gota, de aparecimento súbito
Pustulosa Palmas, plantas ou generalizada Pústulas sobre pele avermelhada
Eritrodérmica Grande parte do corpo Vermelhidão e descamação extensas: urgência médica
Unhas e articulações Unhas; articulações Depressões e descolamento da unha; dor, inchaço e rigidez

4. Quais são as causas da psoríase?

A psoríase não tem uma causa única. Resulta da interação entre fatores genéticos, alterações do sistema imunitário e influências ambientais.

A predisposição genética desempenha um papel importante, mas não determina, por si só, o aparecimento da doença. Em pessoas predispostas, determinados fatores podem desencadear as primeiras manifestações ou contribuir para o agravamento dos sintomas.

Entre os fatores associados a crises de psoríase encontram-se:

  • Stress psicológico: pode contribuir para o agravamento dos sintomas e dificultar o controlo da doença.

  • Infeções: algumas infeções, sobretudo as causadas por estreptococos, podem desencadear episódios de psoríase gutata.

  • Lesões da pele: cortes, queimaduras, fricção intensa ou outras agressões cutâneas podem favorecer o aparecimento de lesões nas zonas afetadas. Este fenómeno é conhecido como fenómeno de Koebner.

  • Alguns medicamentos: determinados fármacos podem agravar a psoríase em algumas pessoas. Qualquer suspeita deve ser discutida com o médico, sem interromper autonomamente a medicação.

  • Tabaco e consumo excessivo de álcool: estão associados a piores resultados de saúde e podem dificultar o controlo da doença.

  • Excesso de peso: está associado a maior carga inflamatória e pode influenciar a gravidade da psoríase e a resposta ao tratamento.

  • Condições ambientais: o frio, o ar seco e a menor exposição solar podem agravar os sintomas em algumas pessoas.

Mulher com vermelhidão ligeira nos braços, associada a uma crise de psoríase

A influência destes fatores varia de pessoa para pessoa. Nem todas as pessoas com psoríase apresentam os mesmos desencadeantes, e a presença de um fator de risco não significa que vá ocorrer necessariamente uma crise.

Identificar padrões individuais pode ajudar a compreender a evolução da doença. No entanto, a psoríase não deve ser atribuída exclusivamente ao stress, à alimentação ou aos hábitos de vida, uma vez que o seu desenvolvimento envolve mecanismos biológicos complexos.

5. A psoríase é contagiosa?

Não. A psoríase não é uma doença contagiosa e não se transmite pelo contacto físico, por abraços, pela partilha de toalhas ou pela utilização dos mesmos espaços.

Apesar do aspeto das lesões poder causar preocupação ou levar a interpretações erradas, não existe risco de transmissão através do contacto quotidiano com uma pessoa afetada. A doença está relacionada com uma resposta inflamatória anormal do sistema imunitário, e não com uma infeção.

A informação correta é importante para combater o estigma associado à doença e promover uma maior compreensão das dificuldades enfrentadas por quem vive com psoríase.

6. Como se trata a psoríase?

O tratamento depende de vários fatores, incluindo a extensão das lesões, a gravidade dos sintomas, as zonas afetadas, o impacto na qualidade de vida e a presença de outras doenças.

Não existe uma abordagem única adequada a todas as pessoas. O objetivo é controlar a inflamação, reduzir os sintomas, prevenir complicações e manter a doença estável durante o maior tempo possível.

Nas formas ligeiras, a abordagem pode ser diferente daquela que é necessária quando a doença é extensa, afeta zonas particularmente sensíveis ou interfere significativamente com a vida quotidiana.

Em determinadas situações, podem ser consideradas terapêuticas que atuam localmente, fototerapia ou tratamentos sistémicos. A escolha depende da avaliação clínica e deve ser feita por um profissional de saúde, habitualmente um dermatologista.

Os avanços no conhecimento dos mecanismos imunológicos da psoríase permitiram desenvolver tratamentos direcionados para componentes específicos da inflamação. Apesar dos progressos, a resposta varia entre pessoas e pode ser necessário ajustar a estratégia ao longo do tempo.

A psoríase é uma doença crónica, pelo que o acompanhamento regular continua a ser importante mesmo quando as lesões melhoram ou desaparecem temporariamente.

7. Que cuidados gerais ajudam a gerir a psoríase?

Para além do acompanhamento clínico, alguns hábitos podem contribuir para o bem-estar e para a saúde global das pessoas com psoríase.

Manter uma rotina de cuidados adequada

A pele com psoríase pode apresentar secura, sensibilidade e maior propensão para fissuras. Uma rotina de cuidados adaptada às necessidades individuais pode ajudar a reduzir o desconforto e a proteger a barreira cutânea.

Uma higiene suave e a aplicação diária de um emoliente ajudam a reduzir a secura e as escamas e podem complementar o tratamento indicado pelo médico. É importante evitar agressões desnecessárias à pele, como esfregar ou arrancar as escamas, e ter em conta que as necessidades podem variar consoante a localização e a fase da doença.

Aplicação de creme emoliente no dedo para hidratar a pele com psoríase

Para o corpo:

Isdin Psorisdin Loção Emoliente 400ml
Loção diária com Anti-itch Complex · hidrata, ajuda a eliminar as escamas e alivia a comichão
Isdin Psorisdin Gel de Banho 500ml
Higiene diária suave · óleos e manteiga de karité · acalma a comichão
Ducray Kertyol PSO Creme 100ml
Ácido glicólico · elimina as escamas no couro cabeludo e no corpo (cotovelos, joelhos)

Para o couro cabeludo:

Isdin Psorisdin Champô 200ml
Ácido salicílico e ictiol · couro cabeludo com descamação persistente · 3 a 4 vezes por semana
Ducray Kertyol PSO Champô 200ml
Ácido salicílico · remove as placas secas do couro cabeludo e alivia a comichão

Adotar uma alimentação equilibrada

Uma alimentação variada, com legumes, fruta, leguminosas, cereais integrais e fontes adequadas de proteína, contribui para a saúde geral. A manutenção de um peso adequado pode ser particularmente relevante, uma vez que o excesso de peso está associado a maior gravidade da psoríase em algumas pessoas.

Não existe, contudo, uma dieta específica comprovada como tratamento universal da doença. Dietas muito restritivas ou a eliminação de grupos alimentares sem indicação clínica podem provocar desequilíbrios nutricionais e não devem ser adotadas sem aconselhamento adequado.

Praticar atividade física

A atividade física regular contribui para a saúde cardiovascular, o controlo do peso e o bem-estar psicológico. A prática deve ser adaptada às capacidades de cada pessoa, sobretudo quando existem fissuras dolorosas nas mãos ou nos pés, desconforto significativo ou envolvimento articular.

Evitar o tabaco e limitar o álcool

O tabagismo e o consumo excessivo de álcool estão associados a vários problemas de saúde e podem dificultar a gestão da psoríase. Reduzir estes fatores de risco pode trazer benefícios para a saúde global, mesmo que não provoque, por si só, o desaparecimento das lesões.

Gerir o stress e proteger a saúde emocional

Viver com uma doença visível e recorrente pode ser emocionalmente exigente. A comichão, o desconforto e a preocupação com a aparência podem afetar o sono, a autoestima e as relações sociais. No estudo português, 16% das pessoas com psoríase referiram que a doença interferia com as atividades do dia a dia.

Estratégias de gestão do stress, atividade física adaptada e apoio psicológico, quando necessário, podem ajudar a melhorar o bem-estar. O impacto emocional não significa falta de capacidade para lidar com a doença: a psoríase pode afetar significativamente a qualidade de vida, e esse impacto merece atenção clínica.

8. Quando se deve procurar aconselhamento médico?

É aconselhável procurar avaliação médica quando surgem lesões persistentes, descamação recorrente ou alterações da pele que não melhoram, uma vez que várias doenças dermatológicas podem apresentar sinais semelhantes.

A avaliação torna-se especialmente importante quando:

  • As lesões aumentam de extensão ou provocam dor intensa;

  • A doença interfere com o sono, o trabalho ou as atividades quotidianas;

  • Surgem alterações nas unhas;

  • Existe dor, inchaço ou rigidez persistente nas articulações;

  • As lesões afetam a face, os genitais, as palmas das mãos ou as plantas dos pés;

  • O impacto emocional da doença se torna difícil de gerir.

O aparecimento súbito de vermelhidão intensa em grande parte do corpo, descamação extensa ou numerosas pústulas, sobretudo com febre ou mal-estar, exige avaliação médica urgente.

9. Qual é o papel da farmácia no acompanhamento da psoríase?

A farmácia pode ser um ponto de apoio importante para as pessoas com psoríase, complementando o acompanhamento médico e contribuindo para uma melhor compreensão da doença.

O aconselhamento farmacêutico pode ajudar a esclarecer dúvidas sobre a evolução dos sintomas, reforçar a importância da utilização correta dos tratamentos prescritos, orientar na escolha de produtos de higiene e hidratação e identificar situações que justificam avaliação médica.

Este acompanhamento não substitui a avaliação médica nem deve atrasar a referenciação quando existem sinais de agravamento ou suspeita de complicações. A investigação realizada em Portugal aponta para a importância de melhorar o reconhecimento da psoríase e o acesso ao acompanhamento adequado. Uma abordagem articulada entre cuidados de saúde primários, dermatologia e farmácia pode contribuir para uma gestão mais informada e continuada da doença.

Fale connosco se tiver dúvidas sobre os cuidados da pele com psoríase.

10. Perguntas frequentes sobre a psoríase

A psoríase tem cura?

Atualmente, não existe uma cura definitiva para a psoríase. No entanto, existem abordagens que permitem controlar a inflamação, reduzir as lesões e alcançar períodos prolongados de melhoria. A doença pode voltar a manifestar-se, pelo que o acompanhamento continua a ser importante mesmo quando os sintomas desaparecem.

A psoríase é contagiosa?

Não. A psoríase não se transmite pelo contacto físico, pela partilha de toalhas ou de espaços. Resulta de uma resposta inflamatória anormal do sistema imunitário e não de uma infeção.

Quantas pessoas têm psoríase em Portugal?

Segundo um estudo populacional publicado em 2023 na revista Acta Médica Portuguesa, cerca de 4,4% da população portuguesa tem psoríase, e cerca de um quarto das pessoas com sinais da doença não tinha diagnóstico nem acompanhamento médico.

A psoríase pode desaparecer sozinha?

Em algumas pessoas, as lesões podem melhorar ou desaparecer temporariamente. A evolução é variável e depende de vários fatores. A melhoria espontânea não significa necessariamente que a doença tenha desaparecido de forma definitiva.

O stress pode provocar psoríase?

O stress pode contribuir para desencadear ou agravar episódios em pessoas predispostas, mas não é a única causa da doença. A psoríase resulta da interação entre fatores genéticos, mecanismos imunológicos e influências ambientais.

A psoríase pode provocar queda de cabelo?

A psoríase do couro cabeludo não provoca habitualmente perda permanente de cabelo. No entanto, a inflamação intensa, a manipulação das lesões ou a remoção forçada das escamas podem contribuir para uma queda temporária. Se a perda de cabelo for acentuada ou persistente, deve ser avaliada clinicamente. Saiba mais no artigo Queda de cabelo: é possível travar?

A alimentação pode fazer desaparecer a psoríase?

Não existe evidência suficiente para recomendar uma dieta universal capaz de eliminar a doença. Uma alimentação equilibrada e a manutenção de um peso adequado podem contribuir para a saúde global e ser úteis na gestão de fatores associados, mas não substituem o acompanhamento clínico.

A psoríase piora no inverno?

Em algumas pessoas, os sintomas agravam-se nos meses frios, devido à menor humidade ambiental, ao ar seco e à menor exposição solar. Noutras, a evolução pode ser diferente. A sazonalidade varia de pessoa para pessoa.

Em resumo

A psoríase é uma doença inflamatória crónica que vai além das manifestações visíveis na pele. Pode afetar as unhas, as articulações, a saúde emocional e, em algumas pessoas, estar associada a outras condições de saúde.

Embora não exista atualmente uma cura definitiva, o diagnóstico adequado, o acompanhamento regular e uma abordagem individualizada permitem controlar os sintomas e melhorar significativamente a qualidade de vida.

Conhecer os fatores que podem agravar a doença, reconhecer precocemente possíveis complicações e compreender a importância da saúde global são passos fundamentais para uma gestão adequada da psoríase.

Perante lesões persistentes, agravamento dos sintomas ou sinais de envolvimento articular, procure avaliação médica. A farmácia pode ajudar a esclarecer dúvidas e a escolher os cuidados diários mais adequados.

Fontes: Torres T, et al. Epidemiology of Psoriasis in Portugal: A Population-Based Study. Acta Med Port. 2023;36(9):541-9 · Organização Mundial da Saúde. Global report on psoriasis, 2016 · MedlinePlus. Guttate psoriasis.